“Silêncio no campo” e sobre desenhar paisagens.

Você leu o titulo do post certo? Então já sabe do que eu vou falar.

Bom, o ultimo trabalho que fiz (você verá logo abaixo) foi uma paisagem. Fiz muito por uma ideia que já rondava minha cabeça que era de retratar mais lugares e menos pessoas. Pelo menos por um tempo.dscf3443

Existem um desafio na hora de se expressar algo inanimado por meio do desenho. Você não tem as ferramentas que o corpo humano lhe oferece para passar a mensagem que você imagina. Não tem os olhos para passar um sentimento, não tem o gestual para passar um momento, não tem a vestimenta para passar uma personalidade. Você só tem o solido, e disso precisa tirar a mensagem.

dscf3446Na arte de fazer paisagens, você precisa combinar os elementos certos para fomentar  o espirito da obra. Nesta que lhe apresento, intitulada “Silêncio no Campo”, não utilizei referências, e tentei a construí com essa ideia de silencio. Nada poderia passar a ideia de barulho, ou até mesmo movimento, esse que geralmente está ligado ao som. Não quis colocar pessoas ou animais, já que esses também implicam em barulho. Os elementos dispostos na obra dizem uma coisa: silêncio. Talvez você ainda consiga imaginar um som ou outro como o cantar de uma cigarra ou um coaxar de um sapo. dscf3451

É ótimo o período de reflexão antes de desenhar uma paisagem. E é ótimo também desenha-la. Pretendo desenhar outras paisagens durante esse começo de ano. Melhorar em alguns pontos e descobrir novos meios.

É isso, espero que goste!

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“Silêncio no Campo” – Nanquim sobre papel “C”à Grain 180 g/m. 297 mm X 210 mm.

Hey, psiu!

Olá amigo!

Ilustra nova no blog, mais uma de caveira. Adoro caveiras, acho que elas tem um apelo gráfico incrível, e como elas não tem uma face, obrigam o artista à encontrar caminhos pra poder expressar as emoções sem usar os truques de sobrancelhas, sorriso ou olhos que costumamos usar em desenhos de rostos convencionais.

Gostei bastante do resultado e tenho alguns planos pra essa arte. Enjoy it!

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Guns N’ Roses- Not In This Lifetime Tour Fan art

Olá amigos, tudo certo?

Sem enrolação, vou direto ao ponto: O Guns N’ Roses voltou. E está no Brasil.

Cara, nem tenho o que falar, simplesmente é a banda que fez parte da minha adolescência (que não tem tanto tempo assim), com seus cabelos longos e atitude que faz inveja à todo garoto de 15 anos. Patience, do álbum “GN’R Lies” foi a primeira música completa que aprendi a tocar no violão, minha primeira camiseta de banda foi uma do Guns (um presente da minha irmã lá pelos meus 14 anos), fiz diversas  amizades tendo o Guns como tema central. Me tornei rockeiro por causa deles.

Mas sinceramente, nunca na vida imaginei que iria um dia no show dos caras. Dos caras mesmo, não nos músicos que acompanhavam o Axl até pouco tempo. Falo do Slash e Duff ( esperava ver o Izzy também, mas fazer o que né?), pra mim eles faziam parte dum folclore do rock, de uma época em que os cabeludos vestindo couro eram o máximo de estilo, o máximo de “cool” que você poderia ser.

E agora estou a um dia de presenciar isso ao vivo. Já me sinto foda  orgulhoso por poder falar que já fui à um show do verdadeiro Guns N’ Roses. É aquele tipo de sensação que você não consegue definir, mas que faz com que teu passado te orgulhe,e que faz parecer valer a pena ser quem você foi e é.

E pra marcar essa data, não poderia faltar um arte, que diz mais que essas dúzias de palavras acima. Espero que goste!

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“O bom filho a casa torna” – Classic Superman Tribute

Sempre gostei de desenhar. Nunca tive dúvidas sobre o que queria fazer da vida (em questão de profissão, obvio), mas  conforme fui crescendo essa ideia de fazer arte foi se moldando junto com a minha personalidade. Quando criança e até o começo da adolescência, meu lance era desenhar super-heróis. Era uma época que o-bom-filho-gifeu estava fissurado em quadrinhos e animações de super-herói, e via muitos trabalhos de  grandes artistas como John Romita, Mike Deodato, Jim lee e queria imita-los.

Aos poucos, conforme o tempo passou, acabei conhecendo novos autores, novos tipos de quadrinhos. Retalhos do Craig Thompson , Daytripper dos gêmeos Moon e Bá, Maus do ART. Quadrinhos que me fizeram sentir uma forte identificação com a trama e com os personagens, e foi ali que eu vi o potencial dos quadrinhos e da arte. Aos poucos, fui desenhando cada vez menos super heróis.

Ainda leio hq’s de super-heróis  com frequência, mas não como antes. Agora eles dividem espaço com quadrinhos de todos os tipos e estilos.

Mas existe algo de nostálgico em desenhar super-heróis, é muito praze
roso fazer um Superman como o do John Byrne por exemplo, e como já tinha um tempo que eu não desenhava o Super ou mesmo outros heróis, decidi fazer um tributo a versão clássica do personagem. Aquele Super dos anos 70/80.

Espero que você ai que está lendo esse texto goste!

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